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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Pastor Ánderson Silva e Pastor Tito Berry

 

 
Vi uma “publicidade” acerca do pastor Ánderson Silva, e então, por primeira vez o vi e escutei no vídeo do link que acompanho.
No geral, o ensinamento do irmão para a “igreja” está correto, e é bom observar nele uma atitude verdadeiramente cristã no assunto.
O que me atrevo a dissentir publicamente, já que o arquivo ao que me refiro é também público, alinhavo nos seguintes pontos:
1. Somos responsáveis pelo hoje da Igreja e de nossa Sociedade, não pelo seu futuro, o que nos deve levar à responsabilidade por transmitir somente o bíblico, e não os posicionamentos políticos de nossos irmãos da Era Obscura da Igreja, que vem desde a morte do último dos DOZE até hoje, com a bifurcação da Reforma Protestante. Até ainda entrado o século 19, os hierarcas do lado católico e os do lado luterano, do lado calvinista y do lado arminiano, estavam corrompidos pelas posições políticas de Esquerda-Direita, Capitalismo escravizador-explorador e especulativo, versus capitalismo cooperativo, alheios à Bíblia, ao Evangelho, à Igreja e a Cristo. Paralelamente à Igreja de Pérgamo, correspondente à época de Constantino que formatou a Igreja, fazendo-a depender do Estado, vinha desde Cristo e os Apóstolos um Remanescente Fiel que batalhou sempre pela nítida distinção entre Estado-Igreja. Tomar algo dessa história como exemplo e motivação, é seguir caindo no engano do Inimigo de Cristo e da Igreja.
2. Assim como o irmão argumenta muito sensatamente para que quem votou em Bolsonaro por uma determinada razão, não deve perturba-lo por outras razões ou presumíveis motivações, demonstrando a incoerência entre a crença na Soberania Divina e as reações em oposição aos Governos que desandam no tempo em erros, e claudicações, também deveríamos nos perguntar quanto de Deus seria suficiente em um governante para defini-lo “de Deus” “para abençoar” e também “para castigar à Igreja e o povo civil”; senão, prováveis inclinações a Direita ou Esquerda nos levaria a demonizar errado e endeusar ao humano, tendo também em conta que é a Igreja que deve julgar o Estado e não este à Igreja, e que esta não existe em tanto e em quanto não forem UNO por cidades como a Bíblia manda, sem comoção pelas diferenças.
3. A ênfase que sugere o irmão de uma ambivalência Esquerda-Direita, e na corrupção e no anticomunismo não são o bastante nem muito bem atualizado em tempos de Globalismo. Com isto quero dizer que tenho observado que assim como ultimamente os Governos de Direita no mundo adotaram partes da filosofia esquerdista, a Esquerda se reconstruiu como Capitalismo Colaborativo no melhor estilo da atual Rússia e da recente Alemanha, e a Elite Mundial usa a um governo para que instale uma parte, e ao de outra filosofia para que termine a instalar a mudança de paradigmas culturais claramente anti-Deus, pelo que não podemos ser generosos e bondosos para com nenhuma das veredas filosóficas políticas, e sim apelarmos à volta ao Princípio de toda a Igreja desviada que hoje temos, incluso as mais liberais e favoráveis a coletivos considerados de Direitos Humanos.
4. Por último, a depreciativa argumentação em oposição à mediocridade pastoral é mais uma parte do engenho do Globalismo atacando à Igreja. Pois, de um lado uma fração da Igreja, a menos esquerdista e menos progressista, está sendo captada, constituída de uma grande quantidade de pastores desencantados, confusos, perdidos; aos que os fizeram ver a realidade mas não lhes deram soluções, fazendo-os cipaios do fraudulento Republicanismo coroando-se lhes os genuínos “de Deus”, por umas minúsculas bandeirinhas pró-valores em comum.
Por outro lado, outra fração se tem atrincheirado em obras sociais comunitárias, abertura e consolidação de grupos de pertencimento qualificados, reduzindo, por ambos os lados, o Evangelho, a Bíblia, Cristo e a Fé Cristã ao mesmo antagonismo do mundo, favorável ao Globalismo e este ao Anticristo, em vez de nos dedicar à Igreja genuinamente, produzindo uma casta nova de pastores genuínos que manejem bem o amor da verdade e a verdade no amor.
5. O grande problema do irmão, e de todo o REMANESCENTE FIEL de Deus, é que a maioria de nós aceita andar junto aos outros, senão que continuam reproduzindo os vícios que detestam ou denunciam, deixando de lado a realidade da mutualidade dos dons e ministérios. Cada um procura disseminar e plantar na terra seu projeto, desconsiderando outros saberes, outro empirismo, outras personalidades. E quando me leem, se escusam: “Nós, não somos assim”, e se são melhores, por que não procuram os deficientes? Claro, antes se necessita identificar o Remanescente, e não se subestimar ao ser os primeiros em buscar ao seu par no Jugo do Senhor. Provavelmente ninguém e nada no Brasil esteja tão incontaminado de Direita-Esquerda política e de Calvinismo-Arminianismo, como nesta MMG. Não obstante, nunca temos buscado presumir-nos superiores. Só devemos ser fraternais e parceiros no fundamental. O mundo geme, e o Brasil na Era Bolsonaro que se estabilizou em alguns aspectos morais, está correndo um risco maior que o impeachment: o risco de parar no tempo, com tanto capital humano infinitamente superior ao econômico. Precisamos tirar os olhos de um país que economicamente esteja melhor alguma vez, e colocar os olhos no resgate de vidas, principalmente infantis e jovens, que creiam no Deus Soberano e não precisem impostar com uma Bíblia, uma Cruz, um traje, uma declaração que presuma honra a Deus, abençoando então à Nação toda.

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