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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Quem foi Áfia ou Ápia?

Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa [Filemom 1:1,2].

Tudo indica que a igreja em casa de Filemom, era uma igreja familiar. Ao parecer, Áfia ou Ápia era a esposa de Filemom e Arquipo seu filho.  

Filemom era o ancião a cargo da Igreja em Colossos, mas Áfia tinha relevância na liderança, senão o apóstolo não a mencionaria em forma especial. Arquipo também já estava sendo formado ministro, enquanto que Onésimo, que era o criado da família, vivendo baixo o mesmo teto, sob as mesmas direções espirituais, e cultuando ao mesmo Deus, só veio a se converter um tempo depois, com Paulo presos ambos.

Vejamos a ênfase em irmão Timóteo, cooperador Filemom, irmã Áfia e companheiro de milícia Arquipo. Sutilmente se revelam definições em Paulo que se comprovam por outras saudações noutras cartas. Irmão e Irmã eram apelativos de extrema intimidade ministerial, pessoas de máxima confidencialidade. Cooperador designava quem assumia a carga da congregação, e companheiro de milícia era quem batalhava junto e enfrentava inimigos em comum.  Pablo está se comunicando com uma de suas equipes ministeriais mais notáveis, a de Colossos.

Nesta carta Paulo gradua a Filemom de cooperador a companheiro de milícia, e a Onésimo o define não somente irmão como também militante de Cristo com ele até nas piores. Onésimo somou força na casa de Filemom, ao ponto de que agora Paulo pede que lhe preparem hospedagem para depois de sua libertação do presídio.

Finalmente, Áfia era uma enorme mulher de Deus, que gerou a Arquipo e suportou bem a Onésimo antes, e agora de novo, mediante o trabalho prolífico de seu esposo Filemom que era um homem cheio de amor e fé para com todos, discipulando dedicadamente na Palavra, ao ponto de criar com ela uma comunhão indissolúvel entre a fe e o amor que os fazia entender o ministério como um se doar completo e harmônico.

Esta não era uma esposa de pastor dentre os quais haveria um secreto amor tão impressionante, que ele dizia “faça isto” e ela sempre respondia “amém”, senão um secreto escancarado de amor prático, onde ambos lideravam o serviço a pessoas difíceis, e ainda, em sujeição a um preso apóstolo do mesmo Cristo. Se ela fosse “apenas” uma irmã para a igreja e seu esposo, Paulo não a chamaria “irmã” com a carga de sentido que acostumava colocar na palavra, mas ela era uma verdadeira PASTORA que tinha personalidade própria, mas trabalhava harmonicamente, e no silencio. Imagina se o apóstolo pediria hospedagem numa casa onde não confiasse na liderança da mulher dona do lar!  

Tito Berry



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